Se pudesse, só trabalhava com mulheres

Se pudesse, só trabalhava com mulheres. Quantas vezes é que já ouvimos esta frase, mas com foco no sexo masculino: “se eu pudesse, só
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Se pudesse, só trabalhava com mulheres. Quantas vezes é que já ouvimos esta frase, mas com foco no sexo masculino: “se eu pudesse, só trabalhava com homens”. E esta frase surge com a mesma facilidade com que ouvimos, em modo de lengalenga, baseada em vários clichés sobre a forma de estar das mulheres.

Enquanto estamos no processo de criação do “Marcas por Escrever”, e sem me aperceber, fui-me lembrando somente de nomes de mulheres fantásticas com quem queria conversar. Os dias foram passando e percebi que demorei duas semanas a escrever este meu artigo de opinião; aliás, demorei duas semanas a reler o primeiro parágrafo, mesmo estando tão certa e orgulhosa destas primeiras palavras.

Pelo meio, tentei fazer o exercício contrário, ou seja, focar-me no facto de ouvirmos com frequência no contexto corporativo a frase inicial: “se eu pudesse, só trabalhava com homens”. Compreendi rapidamente que era um mecanismo sem qualquer sentido, e que devia debruçar-me pelo meu real sentimento: o facto de eu acreditar que se pudesse, só trabalhava com mulheres.

Se eu pensar em marcas de referência, rapidamente irei concluir que, ou são chefiadas por mulheres, ou o departamento de comunicação ou de marketing está à responsabilidade de mulheres; quando penso nas pessoas que quero entrevistar, penso primeiro em mulheres, e não seria franco da minha parte se não misturasse este meu interesse com o facto de ter referências femininas pessoais muito fortes e que sempre guiaram a minha vida e o meu trabalho.

A nível político, pergunto-me o que irá na cabeça das presidentes (da Jacinta, da Merkel ou da Dilma), das ministras (da Luísa, da Francisca), das jornalistas (da Vanessa, da Mayra, da Nilza, da Cristina ou da Aline), das empreendedoras (da Sara, da Rose, ou da Sházia) e por aí fora. Como é que cada uma delas vê um trabalho tão bom que, em segundos, o meu cérebro remete-me à história de cada uma delas?

E por aí fora. No final do dia, elas são as minhas top of mind brands e o seus trabalhos, papéis e vozes ecoam de tal forma, que eu lembro-me delas. De tantos nomes e apelidos que enumeram, pensem nas homónimas de cada uma destas que não teve o palco (e devia) para apresentar o seu ‘espectáculo’.

Se eu pudesse, só trabalharia com mulheres porque há muito mais mais nomes para escrever.

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