O poder de um escândalo

Devorei a série ‘Anatomy of a Scandal‘ em pouco mais de 24 horas. O verbo é exagerado mas caracteriza de forma figurativa o entusiasmo
Anatomy of a scandal

Devorei a série ‘Anatomy of a Scandal‘ em pouco mais de 24 horas. O verbo é exagerado mas caracteriza de forma figurativa o entusiasmo de uma pessoa que vibra com os fait divers do mundo da comunicação.

Sienna Miller, Michelle Dockery e Rupert Friend protagonizam esta adaptação de David E. Kelley do livro best-seller homónimo e, desde que a série estreou, é já uma das mais vistas do primeiro trimestre na “Netflix”.

Além do drama, das justiças (e injustiças), o cenário britânico e os jogos de poder, a série aborda um caso de violência sexual entre um ministro inglês e uma das suas colaboradoras. E como é que este escândalo nos dá algumas lições de relações públicas?

Ao encarnar a personagem de Chris Clarke (Joshua McGuire), o responsável de comunicação tem tanto de sarcástico como de poderoso. Chris Clarke dá-nos, ao longo dos oito episódios, doses de lucidez, de arrogância e mostra-nos de que forma é que a verdade pode ser (de forma assustadora) moldar a história consoante o seu narrador. A verdade é que estamos perante um cenário de uma crise de relações e o responsável exige conhecer todos os pormenores do seu cliente para que consiga gerir a informação que é veiculada pelos meios de comunicação. Uma das frases da personagem com as quais eu mais me relacionei é aquela que ilustra este meu artigo: “o relações públicas gere a mensagem, não o comportamento”.

É importante que eu deixe explícito que o comportamento de Clarke é questionável, mas o seu trabalho é admirável. E porquê?

Algumas lições:

  • A relação entre o relações públicas e o cliente é honesta; por vezes roça o rude, mas é franca e sem rodeios;
  • O relações públicas deixa claro quais as ferramentas (neste caso, informações) para realizar o seu trabalho;
  • Ele aconselha o seu cliente; o relações públicas deve ser um guia, um consultor, um parceiro de negócios;
  • Embora ele não tenha interferência no resultado do julgamento, no momento em que tem que influenciar os media, ele influencia.

Clarke não é, de todo, a personagem mais empática, nem a mais forte do elenco mas, é sem dúvida, uma peça muito interessante que demonstra o poder que um bom relações públicas pode ter.

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