Marcas com impacto: Uma brincadeira de usar

Há quem diga que não se deve misturar diversão e negócios. Nuria Arbelo, uma jovem espanhola que vive em Moçambique, foi ousada o suficiente
brincadeira

Há quem diga que não se deve misturar diversão e negócios. Nuria Arbelo, uma jovem espanhola que vive em Moçambique, foi ousada o suficiente e, no final do ano passado, lançou a Brincadeira, uma marca de brincos feitos à mão. Conversámos com a jovem para compreender o que a levou a dar corpo às suas ideias.

O mercado moçambicano tem várias marcas de acessórios. Como, e porque é que, criou a Brincadeira?

No começo, a Brincadeira nasceu como uma ideia abstrata de querer trazer brincos diferentes, originais, vibrantes. Não sabia “como”, mas tinha certeza do “quê”.

O processo de criação começou desde cedo, pois tive que aprender a trabalhar com a cerâmica plástica. É um material tão versátil, com possibilidades infinitas, por isso o escolhi.  Tem sido um caminho de muita pesquisa, estudo, tentativa e erro.  

Quais é que foram as principais referências, ou influências, para a criação da marca?

Criei a marca a pensar num conceito atrevido e supercolorido. O nome de brincadeira não é por acaso. Uma brincadeira é uma acção divertida e criativa. BRINCadeira + BRINCos coincidem nas 5 primeiras letras, e isso fica refletido no próprio logo da marca.

O objectivo da Brincadeira não é simplesmente brindar as pessoas com peças de cerâmica plástica para pendurar das orelhas… Brincadeira chegou para oferecer uma experiência única, visual e sensorial. Não só derivado da exclusividade dos brincos mas, também, por como é cuidada toda a imagem da marca, desde as fotografias e vídeos publicados no Instagram, até ao próprio packaging que envolve os brincos.  

A Brincadeira comunica com que público?

Brincadeira foi concebida para quem deseja fazer a diferença. É uma marca pensada para dar resposta às necessidades de pessoas que buscam uns brincos realmente diferentes ao que pode ser encontrado hoje em dia em Maputo. Peças vibrantes, atrevidas e coloridas, feitas à mão, e produzidas de forma super limitada. 

Para já, a marca vive só no mundo digital, acha que pode viver no mundo físico?

O canal de difusão, e venda, principal, da Brincadeira, neste momento, é o Instagram, mas também temos presença em loja física.

Embora o objectivo da Brincadeira não seja estar disponível em todo o lado, em qualquer momento, um propósito a meio prazo é colaborar com mais “concept stores” e outras marcas (de vestuário e acessórios) para criar coleções limitadas.

A linha de distribuição é sempre um grande desafio para novas marcas. O envio para já é somente para a capital. Pretendem aumentar o vosso alcance para o país todo?

Por enquanto só fazemos entregas na cidade de Maputo, mas não fechamos as portas a uma expansão ao resto do país.

A marca está, de alguma forma, relacionada com a sua formação?

A marca não tem relação directa com a minha profissão mas, de forma paralela à minha “educação formal”. Sempre trabalhei no desenvolvimento das minhas habilidades artísticas. Brincadeira permite-me juntar tudo num mesmo projecto: desenho, fotografia, artes plásticas, retoque digital, etc.

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